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Comparativo detalhado entre Wi-Fi e cabo de rede

Entenda a difenreça entre ambos na prática

Eduardo BergmannAlterado em: 06/10/2025

Porquê isso importa

Em chamadas de vendas, clareza e continuidade valem mais do que “mega” de velocidade. O que derruba a voz é latência, jitter (variação da latência) e perda de pacotes — pontos em que a rede cabeada é naturalmente superior ao Wi-Fi.


Vantagens práticas do cabo de rede (Ethernet)

Meio compartilhado e meia-dúplex

  • Todos os dispositivos revezam a rede (CSMA/CA).
  • Enquanto alguém transmite, os demais esperam; voz disputa tempo com streaming, backup, etc.

Interferência e ruído de rádio

  • 2,4 GHz sofre com micro-ondas, Bluetooth, IoT e redes vizinhas.
  • 5/6 GHz melhora, mas ainda há DFS, canais sobrepostos e multipath.

Retransmissões e variação de taxa

  • Sinal fraco (RSSI baixo) ou SNR ruim ⇒ mais erros ⇒ retransmitir ⇒ mais jitter.
  • O AP reduz a modulação (MCS) quando o sinal piora; sua “velocidade” oscila no meio da call.

Roaming e “sticky clients”

  • Notebooks grudam em um AP mesmo com outro melhor por perto.
  • Trocas de AP durante a call podem causar microcortes.

Airtime fairness & hidden nodes

  • Dispositivos lentos “seguram” o ar.
  • Hidden node (clientes que não se enxergam) gera colisões e backoff — jitter na certa.

Bufferbloat no roteador/AP

  • Fila de pacotes grande por tráfego pesado cria atrasos explosivos para voz.

Energia & drivers

  • Modo de economia de energia do Wi-Fi em laptops atrasa pacotes.
  • Drivers/firmware inconsistentes causam oscilações difíceis de diagnosticar.

Sensibilidade a barreiras físicas

  • Paredes, portas metálicas, aquários, espelhos: atenuação e reflexões que mudam com o ambiente.

Desvantagens práticas do Wi-Fi (por que ele atrapalha voz)

Meio compartilhado e meia-dúplex

  • Todos os dispositivos revezam a rede (CSMA/CA).
  • Enquanto alguém transmite, os demais esperam; voz disputa tempo com streaming, backup, etc.

Interferência e ruído de rádio

  • 2,4 GHz sofre com micro-ondas, Bluetooth, IoT e redes vizinhas.
  • 5/6 GHz melhora, mas ainda há DFS, canais sobrepostos e multipath.

Retransmissões e variação de taxa

  • Sinal fraco (RSSI baixo) ou SNR ruim ⇒ mais erros ⇒ retransmitir ⇒ mais jitter.
  • O AP reduz a modulação (MCS) quando o sinal piora; sua “velocidade” oscila no meio da call.

Roaming e “sticky clients”

  • Notebooks grudam em um AP mesmo com outro melhor por perto.
  • Trocas de AP durante a call podem causar microcortes.

Airtime fairness & hidden nodes

  • Dispositivos lentos “seguram” o ar.
  • Hidden node (clientes que não se enxergam) gera colisões e backoff — jitter na certa.

Bufferbloat no roteador/AP

  • Fila de pacotes grande por tráfego pesado cria atrasos explosivos para voz.

Energia & drivers

  • Modo de economia de energia do Wi-Fi em laptops atrasa pacotes.
  • Drivers/firmware inconsistentes causam oscilações difíceis de diagnosticar.

Sensibilidade a barreiras físicas

  • Paredes, portas metálicas, aquários, espelhos: atenuação e reflexões que mudam com o ambiente.

Comparativo rápido

CritérioCabeada (Ethernet)Wi-Fi
LatênciaMuito baixa e estávelVariável (depende de sinal/concorrência)
JitterMuito baixoFrequente com interferência/uso intenso
Perda de pacotesQuase zeroComum com sinal fraco/interferência
DuplexidadeFull-duplexMeia-dúplex (todos revezam o “ar”)
InterferênciaNão sofreAlta (2,4 GHz) / Média (5/6 GHz)
PrevisibilidadeAltaBaixa a média
Configuração para voz (QoS)Simples e eficienteLimitada por WMM/implementação
MobilidadeMenorMaior

Padrões de qualidade (referência para voz)

  • Latência (PC → PBX/serviço): <50 ms
  • Jitter: <20 ms (ideal <10 ms)
  • Perda de pacotes: <1% (ideal <0,3%)
  • Banda por agente (voz): 0,2–0,5 Mbps de upload reservados (com folga)

Dica: “300 Mbps de Wi-Fi” não significa boa voz. Um Wi-Fi rápido com jitter alto soa pior que um cabo a 100 Mbps estável.


Boas práticas para times comerciais

Política recomendada

  • Padrão: posições de vendas sempre cabeadas.
  • Wi-Fi apenas contingência (registrar quando usado).
  • Switch gigabit dedicado à ilha de vendas; evitar hubs baratos.
  • QoS: priorizar portas/dispositivos do softphone/voz.

Checklist de adoção

  • Cabo CAT5e/CAT6 direto no switch/roteador.
  • Desligar Wi-Fi do notebook durante as ligações (evita “failover” invisível).
  • Atualizar firmware de roteador/switch e do driver de rede.
  • Bloquear downloads/updates no horário de call.
  • Teste de 20 s antes do turno (escutar como o cliente ouvirá).

E se precisar usar Wi-Fi?

  • Prefira 5 GHz (ou 6 GHz se disponível) e canal fixo com pouco ruído.
  • RSSI ideal: melhor que -60 dBm (quanto mais alto, melhor).
  • Largura de canal moderada (40/80 MHz) para estabilidade.
  • Ative WMM (QoS do Wi-Fi) e desative economias de energia agressivas no adaptador.
  • Reduza hidden nodes (mais APs, menor potência, melhor distribuição).
  • Evite 2,4 GHz para voz; é o “condomínio” mais barulhento.

Mantenha o notebook parado durante a call (evita roaming).